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“Tirando o véu” dos concursos públicos

Noutro dia, uma aluna escreveu para mim o seguinte: “bom dia, Júnia, estou começando a estudar para concursos. Minha meta é tentar a prova da Receita Federal, mas, como sou iniciante, vou começar por um concurso básico como o do INSS ou dos bancos (BB e Caixa Econômica). Também pensei em tentar para técnico do TJ. Queria saber sua opinião sobre qual destes seria mais interessante para eu começar a me preparar para as provas.”

Gente, é muito comum quem começa a estudar para concursos partir da ideia de que os concursos que pagam menos (vou tomar esse critério pela seleção dela) sejam mais fáceis do que os concursos de alto nível (os que pagam mais). Errado!

Concursos com vencimentos menores geralmente exigem menos escolaridade dos participantes e, com isso, a concorrência aumenta exponencialmente. Mesmo havendo, por exemplo, poucas disciplinas num concurso da Caixa Econômica (quando se compara a um concurso para auditor-fiscal), o concurso é muito difícil.

É difícil porque, além da concorrência, você precisa lidar com médias altíssimas que excedem a casa dos 90% do valor das provas.

Por outro lado, concursos para cargos bem remunerados geralmente são menos concorridos e, mesmo registrando concorrência alta, apresentam nota de corte na casa dos 70 a 80%.

Logo, minha recomendação é a seguinte: analise o perfil dos cargos públicos, escolha o seu concurso e dedique-se firmemente a ele, sem pensar em concorrência. Em concurso público não tem essa de “começar por baixo” não! Você precisa levar sua decisão a sério e saber que, como qualquer pessoa rotineiramente dedicada aos estudos, você será capaz de conseguir ser aprovado, no curto ou no longo prazo.

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